Juno - simples
26 de Fevereiro de 2008Hoje vi o Juno e adorei o filme. Ele é simples, leve, agradável, cómico; nada de grandes merdas e grandes dramas, apenas uma hora e meia de filme descontraido. E a banda sonora encaixa como uma luva.
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Hoje vi o Juno e adorei o filme. Ele é simples, leve, agradável, cómico; nada de grandes merdas e grandes dramas, apenas uma hora e meia de filme descontraido. E a banda sonora encaixa como uma luva.
Superstar é um dos singles - a faixa 9 - da banda sonora do filme Juno. O original é da autoria dos Carpenter, mas a versão usada no filme é cantada pelos Sonic Youth.
Nestes últimos dois dias, já ouvi esta música mais de 10 vezes - quase o mesmo número de vezes que ouvi o álbum inteiro. Só com a banda sonora do Juno já ouvi mais música country e sui generis em dois dias que em dois anos; normalmente só ouço lounge, downtempo, chillout, nujazz e afins. A culpa é do álbum, que está excelente.
Agora espero que o filme seja tão bom quanto a banda sonora. Se tudo correr bem, amanhã já devo saber se o filme é tão bom quanto a música que o acompanha. Pelo trailer, parece que é muito bom; mas os trailers podem ser muito enganadores.
Pus-me novamente a pensar porque raio é que toda a gente com um computador com acesso à net e pelo menos um perfil numa rede social gosta de ser chamada geek. Eu sei que “martelo” muito neste assunto, mas é só porque isto tem sempre algo novo a dizer - e também porque me dá algum gozo, se não não o fazia, como é óbvio (duh!).
Um novo item/parágrafo/perspectiva/seja_lá_o_que_for, a acrescentar a este tema é o facto de geek ser (e ainda é), até à uns anos atrás - tipo ano 2000 D.C. -, sinónimo de totó, cromo. Ora, quem raio é que quer ser chamado cromo. Pior, quem é que chama cromo a si próprio? O mundo anda doido, pah!
À pouco, a SIC abriu o Jornal da Noite com a notÃcia de uma bebé que foi agredida por um rotweiller. Na reportagem foi mencionado que o cão é de um tio da bebé, que tem ainda outro macho e uma fêmea da mesma raça. Também falaram do facto dos dois machos nunca estarem ao mesmo tempo soltos e que, sempre que a bebé estava na rua, todos os cães estavam presos. Depois começaram a relembrar vários casos de ataques de cães que ocorreram o ano passado.
Na RTP1, minutos depois, a mesma notÃcia. Só que neste canal, para além da informação que a SIC deu, contaram que a bebé estava na rua quando o cão estava solto e que só foi atacada quando começou a chorar. Mas o melhor é que não mastigaram a informação por mim.
Não vou fazer juÃzos de valor sobre a situação. Também não vou criticar os cães, porque, quando bem treinados, estes cães são tão ou mais dóceis que os outros. Mas tenho que mencionar a forma sensacionalista com que a SIC está a apresentar as notÃcias. É triste que cada vez mais se recorra a isto para apresentar a informação aos cidadãos.
Não tenho formação jornalÃstica, apesar de já ter feito algum trabalho jornalÃstico. Isto não me dá qualquer estatuto para dizer o que é bom ou mau jornalismo. Mas enquanto cidadão, tenho que mostrar o meu desagrado com as notÃcias que me são apresentadas, já mastigadas e digeridas. Eu não quero saber a opinião do jornalista, do director de informação ou de qualquer outra pessoa que escreve ou gere a informação; eu quero apenas ter conhecimento dos factos e formar a minha opinião. É assim tão difÃcil?
Aconteceu-me, ainda agora, uma daquelas situações absurdas cada vez mais normais em Windows, quando fui jogar Fifa 2008 para o portátil do meu irmão.
Liguei o portátil, esperei que a sessão fosse iniciada, fechei o anti-vÃrus e outros programas para a performance do jogo não ser afectada, e corri o jogo.
Comecei a jogar e a golear o adversário sem qualquer problema; até que, ainda no inÃcio de um jogo, as imagens começaram a aparecer a 1fps ou 2fps - isto foi de uma tal forma, que quando via um jogador meu com a bola carregava logo na tecla de remate, e no frame seguinte o adversário já estava a realizar um contra-ataque.
Esta situação durou perto de um minuto até voltar ao normal.
Quando parou, reparei que apareceu uma popup. Alternei para o ambiente de trabalho e reparo que um ou mais updates - ainda estou para saber quantos foram, já que não fui notificado da sua existência - tinham sido automaticamente instalados, quando o Windows Update está configurado para não descarregar e instalar nada sem a intervenção do utilizador.
A minha primeira reacção foi: Mas que merda é esta?
Porque raio é que eles decidem o que eu quero ou não instalar no computador? A decisão cabe ao utilizador e não a eles. Quando compro um carro, não é a marca que decide que música quero ouvir quando vou a conduzir, ou se quero ou não ouvir música, e nem decidem por onde eu vou querer circular com o veÃculo. Porque raio é que há-de ser diferente com um sistema operativo?!
Acredito (por acaso não, mas isso são outras histórias) que a Microsoft tenha muito boa vontade em manter os sistemas Windows actualizados, mas de boas intenções está o inferno cheio; e se eles realmente se preocupassem com a disponibilização das correcções aos utilizadores que lhe enchem a conta bancária, disponibilizavam-nas quando estivessem prontas e não faziam o que fazem actualmente: definir um dia por mês para disponibilizar as correcções do mês anterior, deixando os utilizadores um mês inteiro com os tomates na mão devido à falta de correcções para as falhas detectadas após a última vaga de updates.
update: tinha-me esquecido de mencionar que, para além do Windows Update estar configurado para pedir autorização ao utilizador para instalar as correcções, também está configurado para o fazer para o download das mesmas.
A minha experiência com o KDE 3.5.x vai de vento em poupa. Já entrei na onda deste gestor de desktop, gosto da personalização que oferece, tem algumas aplicações interessantes como o Minirok e o Codeine, mas existem algumas coisas que me parecem muito mal feitas.
Uma delas é a existência de pequenos e quase imperceptÃveis separadores laterais em aplicações como o Konqueror. Estes separadores são microscópicos, o que torna bastante difÃcil perceber o texto e a iconografia. O painel lateral tem igualmente os Ãcones pequenos, tornando o manuseio desta aplicação, a uma resolução normal de 1280×1024, complicado - para mim, pelo menos.
A falta de uma aplicação que consiga gerir músicas como o Rhythmbox é outra falha; talvez a maior. O Amarok é mau demais. Gerir e ouvir músicas com esta aplicação é como fazer um site em Word: nem ao diabo lembra. Eu utilizei-o de espÃrito aberto, porque já tinha tido grandes stresses com ele, mas não consigo utilizá-lo. O programa não é intuitivo e torna confuso o que devia ser simples.
Um outro problema que tive foi com o Kmail. A aplicação em si parece-me muito boa, mas dá-me muitos problemas a aceder ao Gmail através de IMAP: está sempre a queixar-se da perda de ligação ao servidor do Gmail. Por causa disto, vou continuar com o Claws Mail - mas curtia utilizar o Kmail.
Esta minha experiência com o KDE também tem muitos pontos positivos. Um é o estilo Domino - grande tema. Outro é o Digikam: esta aplicação é brutal! Muito porreiro também é o QToDo e o D3lpin, que é o meu gestor de ficheiros padrão. A possibilidade de escolher uma palete de cores que funciona em todos os temas é outro ponto que me faz gostar do KDE.
No geral, estou a gostar bastante do KDE. Por enquanto não será o meu desktop padrão, mas quando não estiver a utilizar o OpenBox, de certeza que vou estar no KDE.

Os atentados à nossa liberdade não param. Para onde quer que nos viremos, há sempre alguém a tentar roubar-nos a pouca liberdade que ainda temos. Vejam o exemplo da RIAA, que quer ver as empresas de segurança incluirem filtros que permitam identificar violações de copyrights. (E, já de agora, um polÃcia a ver o que as pessoas têm guardadas nos seus computadores, não?!)
Isto já é demais! Já não bastava as editoras venderem músicas com DRM - dizem eles que é para proteger os direitos das bandas, quando na verdade estavam apenas a restringir o uso da música a quem a comprou e não a proteger os direitos dos músicos -, tendência que felizmente se está a perder. Acham correcto alguém possa dizer onde podem ouvir uma música que compraram com o vosso dinheiro, com que programa e ainda o número de vezes?
Através do blog do Marcos Marado tive conhecimento de um texto escrito por Richard Stallman, onde o “pai” do movimento Free Software explica porque os copyrights são maus e tiram toda a liberdade a quem compra conteúdos digitais, sejam eles música, livros ou qualquer outro.
In a democracy, a law that prohibits a popular and useful activity is usually soon relaxed. Not so where corporations have political power. The publishers’ lobby was determined to prevent the public from taking advantage of the power of their computers, and found copyright a suitable tool. Under their influence, rather than relaxing copyright rules to suit the new circumstances, governments made it stricter than ever, forbidding the act of sharing.
O texto é um pouco extenso, mas mostra que estas leis são absurdas e um autêntico atentado aos direitos e liberdades essenciais de qualquer cidadão de uma sociedade democrática.
Eu já tenho uma opinião mais ou menos formada em relação ao fecho de algumas urgências: acredito que, em alguns casos, esse fecho se justifica, mas tenho dificuldades em acreditar que isso seja necessário em tantos casos. Por isso, enquanto preparava dois capuccino, resolvi ver um pouco do Prós e Contras para ouvir alguns argumentos dos dois lados da “discussão”.
Confesso que achei interessante (e errado) um dos argumentos proferido por um dos convidados (aquele que estava ao lado do Ministro da Saúde): ele, para defender esta escolha do governo, diz que um acidentado, se for ao centro de saúde, é recambiado para um hospital.
O errado nisto é que um acidentado não vai ao centro de saúde - a não ser que seja para lá levado por um familiar ou alguém que passe e o socorra - vai directamente ao hospital.
Outro argumento foi: se tiver um acidente à beira de um centro de saúde, só leva soro nesse centro de saúde e depois vai para o hospital.
Eu acho isso óptimo, porque ele, se tivesse o tal acidente longe do centro de saúde, não receberia cuidados básicos enquanto aguardava pela chegada da ambulância.
Vi pouco do debate, mas parece-me que, uma vez que defendem o fecho de algumas urgências, seria bom que dessem argumentos com pés e cabeça e não tentassem justificar esse fecho com coisas parvas e raciocÃnios deturpados. Não que esteja contra a reforma, apenas acho que ela foi feita à pressa e foi muito mal pensada, não dando tempo para os hospitais, centros de saúde e localidades se prepararem. E nem culpo o Ministro da Saúde por isto; ele só está a cumprir ordens.
Mas esta gente é estupida ou come merda às colheres? Por que caraças é que andam a mandar tiros para o ar na noite de passagem de ano?!
Por causa desta parva pseudo-tradição, uma miúda de 9 anos morreu com uma bala alojada na cabeça. Portuguesismos de merda…
Li ontem, no blog do Og Maciel, um post sobre o lançamento de um front-end para vários gestores de pacotes. Este front-end é independente da distribuição, da arquitectura e dos formatos dos pacotes. É um pouco a situação que o Paulo Trezentos, um dos criadores e responsáveis pela distribuição portuguesa Caixa Mágica, descreveu no Bitaites, quando escreveu sobre a uniformização entre algumas distribuições de GNU/Linux.
As distribuições vão começar a juntar-se em torno de um núcleo, bibliotecas básicas e instaladores/configuradores comum.
Eu creio que uma uniformização ao nÃvel dos interfaces gráficos para os gestores de pacotes, mas não só, seria bom para os utilizadores de desktop, como eu. Mas não acho que se deva fazer disso regra, porque acaba por limitar um pouco a escolha. Um aproximar entre as vária distribuições direccionadas para desktop seria bom, entre as distribuições direccionadas para servidores também, e igualmente entre as genéricas, mas apenas se não fosse uma aproximação muito grande, porque depois eram todas iguais. Algumas semelhanças, sem que uma distribuição deixasse de introduzir ferramentas não presentes nas outras, era óptimo. Ajudava os utilizadores a familiarizarem-se mais rapidamente com a nova distribuição, o que acabava por tornar o GNU/Linux mais apelativo.
Mas uma semelhança a quase todos os nÃveis, até mesmo na configuração do kernel, seria mau. Nem todas as distribuições têm os mesmos targets; Red Hat e Debian, por exemplo, têm um target diferente do Mandriva e Ubuntu. Se estas quatro fossem uniformizadas, pelo menos uma delas ia à vida e as restantes tornavam-se ovelhas Dolly.
Algumas semelhanças entre as distribuições, para as tornar mais apelativa e mais familiares, sim. Muita uniformização,não; assim não há muita escolha, nem grande liberdade de escolha. Não são a liberdade e a liberdade de escolha umas das bases do software livre?!
{
Post do Og Maciel sobre o PackageKit}
{
Post do Paulo Trezentos no Bitaites}