Open source à conquista do mundo

A Gartner admitiu [pdf] aquilo que muitas pessoas já sabiam à algum tempo: o software aberto vai conquistar o mundo.
Por volta de 2012, diz a Gartner, mais de 90 por cento das empresas utilizarão software aberto no seu negócio, seja directamente ou embebida.
No entanto, o mesmo cenário não é pintado para os sistemas operativos livres. De acordo com esta consultora, o custo de manutenção, formação, etc, do GNU/Linux não apresentam grandes benefícios e por isso a maioria das soluções empresariais vão permanecer proprietárias.

Linux is well-established for certain classes of projects, but its major benefit — low cost — is declining in the face of increasing total cost of ownership (TCO) issues as Linux is applied against more-demanding enterprise projects.

Mais: a Gartner acredita que as “incompatibilidades” vão continuar a assombrar os sistemas livres.

Moreover, version control and incompatibilities will continue to plague open-source OSs and associated middleware.

Em relação ao total cost of ownership (TOC) não apresentar grandes benefícios, tenho a dizer que existem mais de 700 empresas brasileiras que não concordam, de todo, com essa afirmação.
Nas compatibilidades, acredito que isso não será assim, partindo do princípio que essas incompatibilidades dizem respeito a hardware. As empresas parecem estar a tomar cada vez mais consciência de que o suporte para sistemas livres é o caminho a tomar. E, até 2012, muitas empresas que ainda não tem drivers para sistemas livre deverão disponibilizar as especificações do seu hardware.
O mesmo se aplica às soluções proprietárias que assentam em sistemas livres. Até 2012, acredito que mais empresas oferecerão, em simultâneo, uma versão aberta e uma proprietária do seu software e que algumas irão mesmo apostar exclusivamente na abertura do software.

Os sinais destas tendências já são visíveis: basta ler notícias de tecnologia para se tomar consciência de que o software aberto está a crescer e que muitas empresas o estão a abraçar, não só como ferramenta de trabalho, mas como forma de desenvolvimento. Claro que, em 2012, ainda existirão muitas soluções proprietárias assentes ou não em sistemas livres, mas o software aberto estará em grande destaque e será a forma de desenvolvimento preterida de um número cada vez maior de empresas.

Bem, mas isto são apenas previsões. De hoje para amanhã, tudo isto pode mudar e o cenário ser outro. Vamos ter que esperar quatro anos para saber se o software livre sempre vai dominar o mundo ou não.

via zdnet.co.uk

Tecnonov: eu fui e já vim

Hoje, apesar de todas as contrariedades, consegui ir ao Tecnonov. O encontro foi porreiro e as apresentações que vi também.

O meu dia começou às 3 e tal da manhã. Acordei e não consegui voltar a adormecer. Por volta das 8h30m, tive que levar o meu irmão à urgência dos HUC (Hospitais da Universidade de Coimbra), onde estive até perto das 13h40m.
Cheguei a casa eram perto de 14h15m e, como me sentia exausto, estive mesmo mesmo para não ir. Mas lá acabei por reunir forças e rumar novamente a Coimbra.
Sai de casa por volta das 15h00m e cheguei ao local marcado por volta das 15h30m. Fui beber dois cafés, para ver se aguentava as quatro horas que restavam do Tecnonov, e entrei na FNAC.

Infelizmente, devido ao cansaço, decidi que só iria conversar com os – ou alguns – dos participantes e oradores no final. A cabeça doía-me tanto e o cansaço era de tal forma, que me vi à rasca para me conseguir concentrar durante as apresentações. Por causa disto, acabei por não falar com o Miguel Caetano, Alcides e Rui Seabra. Fica para a próxima.
No final, dois dedos de conversa rápida e toca a ir para casa que o jantar já está pronto e a cabeça a rebentar.

Curti o Tecnonov. Gostei dos temas e das apresentações. Tenho é pena não ter conseguido falar com algumas das pessoas que lá foram. Bem, mas já ter conseguido ir foi uma sorte.
Agora, vou ver se descanso, porque tenho a cabeça a rebentar.

Tecnonov: ir ou não ir, eis a questão

Estou a pensar seriamente em ir amanhã à sessão da tarde do Tecnonov. O programa é bastante interessante e os temas idem aspas.

Alguns dos tópicos desta conferência são: o Software Livre, por Rui Seabra; a música 2.0, por Miguel Caetano; e Copywright e Patentes na Europa, por Dr. Pedro Dias Venâncio.

Abaixo fica o programa deste encontro sobre tecnologia e inovação. Espero que ele vos aguce o apetite e vos faça lá ir, tanto para assistir às apresentações, como para me pagarem umas imperiais – partindo do princípio que irei.

10:30 – ABERTURA
10:40 – Octávio Gonçalves – DMS Document Management System
11:25 – João Carvalho – Palco Principal – há música na internet
12:10 – Dr. Pedro Dias Venâncio – Copyright e Patentes no Espaço Europeu
12:55 – ALMOÇO
14:30 – Francisco Rente – O CERT-IPN e aposta na inovação
15:15 – Paula Simões
16:00 – Rui Seabra – O que é Software Livre
16:45 – Miguel Caetano – Para além da música 2.0: distribuir, partilhar, monetizar
17:30 – Pedro Custódio
18:15 – Rogério Reis – Debian, o Sistema Operativo Universal
19:00 – Rui Miguel Simoes de Azevedo – Associação Escolas Livres
19:45 – Marcos Marado – Mundos Virtuais: Passado, Presente e Futuro
20:30 – ENCERRAMENTO

Cidadãos europeus criam petição para apelar à utilização de software livre no Parlamento Europeu

liberdade

Vários cidadãos e apoiantes do software livre europeus enviaram uma petição ao Parlamento Europeu a defender a utilização de software livre neste organismo.

Esta petição visa apelar ao uso de software livre e de formatos verdadeiramente abertos e interoperáveis, assim como à utilização de software livre.

Enquanto escrevia este post, a petição contava com 5127 assinaturas. Uma delas é a minha; agora falta a vossa. Assinem a petição já e façam-na chegar aos vossos amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos, porque uma sociedade quer-se livre e não fechada.

A imagem deste post é da autoria de Aaron Michael Brown e foi disponibilizada sob uma licença Creative Commons 2.0 by-nc

MSOOXML leva o selo de aprovação da ISO

msooxmlAo fim de vários meses, a Microsoft lá conseguiu a tão desejada aprovação da ISO para o seu formato MSOOXML, num processo que fica marcado por várias alegadas irregularidades e já valeu a investigação da União Europeia a alguns dos comités.

Mas isto não fica por aqui. De acordo com algumas pessoas que fizeram parte de alguns dos comités, o formato tem demasiados erros – como o mau cálculo de datas e simples operações matemáticas – e apresenta cinco formas diferentes de fazer uma única coisa. E, de acordo com o Software Freedom Law Center, a especificação não é compatível com a GPL e nem dá garantias de protecção de processos judiciais a quem o implemente ou utilize.

Ainda assim, a Microsoft conseguiu aprovar o seu formato – algo que, na minha opinião, é no mínimo estranho. Mas a aprovação ainda não tem efeitos imediatos, porque haverá um período de dois meses para os comités apresentarem recursos da decisão junto da ISO.

Se quiserem saber mais sobre o caricato processo de aprovação do MSOOXML como norma ISO, visitem os sites Software Livre no Sapo, Groklaw.net, o blog pessoal do delegado brasileiro Jomar Silva e ainda o NoOOXML.org.

A versão original deste texto foi primeiro publicada no Webtuga.

A FSFE pronunciou-se sobre a decisão da ISO

Num comunicado oficial, a Free Software Foundation Europe mostrou o seu descontentamento pela aprovação o MSOOXML e a sua preocupação com o rumo que a ISO está a tomar:

Media release 2 April 2008

FSFE concerned about quality of standardisation process

Today the International Standards Organisation (ISO) approved
Microsoft’s Office OpenXML format as ISO/IEC standard 29500 despite
severe technical and legal concerns with the specification that have
been raised by various parties.

“FSFE published its ‘Six questions to national standardisation bodies’
before the September 2nd vote last year. [1] Considering the statements
about progress made on MS-OOXML, one would have hoped that at least one
of these questions enjoyed a satisfactory response,” states FSFE’s
German Deputy country coordinator Matthias Kirschner.

He continues: “Unfortunately that is not the case. Issues like the
‘Converter Hoax’ [2] and the ‘Questions on Open Formats’ [3] are still
equally valid. As the ‘Deprecated before use’ [4] and ‘Interoperability
woes with OOXML’ [5] documents demonstrate, MS-OOXML interoperability is
severely limited in comparison to Open Standards. In addition to these
issues, there are the legal concerns that were raised by various
parties. [6]”

“Technologically speaking, the state of IS29500 is depressing,” says
Marko Milenovic of FSFE’s Serbian Team and co-chair of the Serbian
technical committee on DIS29500. “In large parts it is low quality
technical prose that fails to use the normative terminology mandated by
ISO/IEC’s guidelines. We’ve been told to wait for the maintenance
process for MS-OOXML to become usable. That ISO would knowingly approve
a dysfunctional specification is disillusioning.”

FSFE vice-president Jonas Öberg states: “Governments have to start
asking themselves what the ISO seal of approval really means. As
demonstrated by the MPEG standards, it never meant that something
qualifies as a meaningful ‘Open Standard.’”

Öberg continues: “Now it seems that ISO could be the wrong forum for
standards development in information technology in general. It seems to
work too slowly or too poorly to make the ISO brand meaningful in the IT
world. We’ll have to see whether ISO can repair its own processes enough
to become a meaningful participant.”

“Governments that seek to gain control over their own data and ensure
long-term archival of public records independently from any specific
vendor will need to establish other criteria in their public
procurement,” concludes Georg Greve, FSFE’s president. “Programs like
‘Certified Open’ that seek to assess the actual interoperability and
independence are likely to play a larger role in the future.” [7]

[1] http://fsfeurope.org/documents/msooxml-questions
[2] http://fsfeurope.org/documents/msooxml-converter-hoax
[3] http://fsfeurope.org/documents/msooxml-questions-for-ms
[4] http://fsfeurope.org/documents/msooxml-idiosyncrasies
[5] http://fsfeurope.org/documents/msooxml-interoperability
[6] http://www.fsfla.org/svnwiki/stdlib/offdoc/mision
[7] http://www.certifiedopen.com

About the Free Software Foundation Europe:

The Free Software Foundation Europe (FSFE) is a non-profit
non-governmental organisation active in many European countries and
involved in many global activities. Access to software determines
participation in a digital society. To secure equal participation in
the information age, as well as freedom of competition, the Free
Software Foundation Europe (FSFE) pursues and is dedicated to the
furthering of Free Software, defined by the freedoms to use, study,
modify and copy. Founded in 2001, creating awareness for these
issues, securing Free Software politically and legally, and giving
people Freedom by supporting development of Free Software are central
issues of the FSFE.

Contact:

You can reach the FSFE switchboard from:
Belgium: +32 2 747 03 57 ext 408
Germany: +49 700 373 38 76 73 ext 408
Sweden: +46 31 7802160 ext 408
Switzerland: +41 43 500 03 66 ext 408
UK: +44 29 200 08 17 7 ext 408

Further information: http://fsfeurope.org

DECO considera Ubuntu e Mac OS X superiores ao Windows

Este está a revelar-se um dia cheio de surpresas.
Primeiro, fico a saber que a Microsoft, no geral, é mais rápida a disponibilizar correcções que a Apple.
Agora, chega ao meu conhecimento que a Deco fez uma análise aos sistemas operativos Windows XP, Windows Vista, Ubuntu GNU/Linux e Mac OS X 10.5, e que considerou esta distribuição de GNU/Linux e o sistema operativo da Apple superiores ao Windows – apesar da análise parecer ter alguns pontos de comparação estranhos, como a compatibilidade.

deco teste análise ubuntu macosx windows

Tenho que mostrar isto ao meu irmão, que ainda utiliza o Windows XP (é a ovelha negra da família). Pode ser que assim ele finalmente perceba que está na altura de mudar para melhor (leia-se, instalar um sistema livre).
Se até o meu pai utiliza um sistema livre (Caixa Mágica 12, para ser preciso), porque raio é que ele não o pode fazer?

A imagem deste post é um screenshot dos valores apresentados no blog Software Livre no Sapo

Utilização de software livre nas empresas brasileiras é cada vez maior

GNUUm estudo realizado pelo Instituto Sem Fronteiras revela que 73% das empresas com mais de 100 empregados e 31% das empresas com menos de 100 empregados utilizam software livre.

Este estudo também demonstra que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, os custos ligados ao software livre, como os custos de manutenção e formação, são mais reduzidos. Uma das razões apontadas para isso é a menor necessidade de manutenção e reparação.

Para realizar este estudo, o Instituto Sem Fronteiras contactou perto de um milhar de empresas de diferentes sectores de actividade, entre os meses de Novembro e Dezembro de 2007.

via news.northxsouth.com e crn.com

Os direitos da imagem pertencem à Free Software Foundation, que a disponibiliza sob a licença Free Document License

Criadores do BusyBox chegam a acordo com a Verizon

O Software Freedom Law Center, em representação de dois dos programadores do BusyBox, chegaram a acordo com a operadora de telecomunicações americana Verizon.

O BusyBox é um conjunto de ferramentas leves semelhantes às ferramentas GNU, muito utilizadas em vários gadgets e licenciado sob a GPL2. Estas ferramentas são utilizadas nos dispositivos da Actiontec Electronics distribuidos aos clientes do serviço FiOS da Verizon.

Com este acordo, a Actiontec Electronics compromete-se a criar o lugar de Open Source Compliance Officer na empresa, para garantir que a GPL está a ser cumprida, e a notificar os seus clientes, onde se inclui a Verizon, do seu direito de usufruir do BusyBox. Para além disto, foi paga uma compensação aos criadores do BusyBox, cujo valor não foi avançado.

Mais informações no comunicado oficial do Software Freedom Law Center.

via Blue-gnu.biz

{sondagem} Comprariam um computador económico com software livre?

Eu já fiz esta pergunta no Webtuga e agora faço-a aqui: Se fosse lançado um computador económico com software livre em Portugal, vocês compravam um ou aconselhavam alguém a comprar? Deixem a vossa resposta neste questionário e a vossa opinião nos comentários.