OpenOffice também tem bugs

Os adeptos do software livre que me desculpem, mas vou fazer um pouco de advogado do diabo (que, de acordo com uma pessoa, é o meu patrão ^^’). Nestes últimos 2/3 dias tem-se falado e escrito muito sobre um bug do Excel, relacionado com má matemática do programa. Mas, curiosamente, não vi ninguém (pelo menos em Portugal) escrever sobre um bug encontrado no OpenOffice.

Quero deixar uma coisa bem clara! Eu uso o OpenOffice no meu computador, que está a correr o Debian Lenny. Já usei o Microsoft Office, mas, para o que faço, o OpenOffice é o ideal e é livre, ao contrário do outro. Por isso, não comecem a dizer que eu estou a apontar o dedo ao OpenOffice.

A empresa de segurança iDefense descobriu um bug nas versões 2.0.4 até à 2.2 do OpenOffice, que permite que código malicioso seja executado num computador, devido a um problema com a manipulação de imagens TIFF. Este bug não afecta apenas o habitual Windows, mas também GNU/Linux e Mac OSX.

O impacto deste bug é tão grande quantos os privilégios do utilizador que estiver a executar uma aplicação deste pacote de produtividade. Em sistemas Windows, diga-se a verdade, pode ser muito perigoso, uma vez que os utilizadores costumam utilizar uma conta com privilégios de administrador. Em GNU/Linux, felizmente isso não acontece muito. No Mac OSX, não faço a mínima; nunca usei esse sistema operativo.

Como vêm, o OpenOffice também tem bugs. A diferença é que os erros deste podem ser vistos e reparados por todos, enquanto neste tipo de aplicações proprietárias, os bugs tentam ser escondidos ao máximo do público em geral, enquanto um pequeno grupo de pessoas mal intencionadas os explora silenciosamente.

{Fonte: CNet News}

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5 Comments.

  1. Discordo do ultimo ponto em que se diz que os bugs da microsoft são escondidos. Na minha empresa temos acesso a toda a informação atempadamente de bugs e fixes disponibilizados.

    Acho que parte do grupo de pessoas mal intensionadas, normalmente tem mais tendencia para o fazer em relação ao software Microsoft, porque BUGS existem em qualquer software.

  2. Bruno,

    Absolutamente todos os softwares com um mínimo de complexidade no mundo têm bugs. Eu acho que o problema é uma planilha de CÁLCULO apresentar problemas para CALCULAR. Não é um problema em alguma coisa secindária. É um problema naquilo que é a própria razão de ser do software.

    No Mac OS simplesmente não é possível logar-se como root. Para executar comandos como root só através do comando “sudo” e posterior digitação da senha.

  3. Não existe software imune a falhas.

    é feito por seres faliveis: os seres humanos.

    Mas tens de admitir que é um falha estupida. uma falha de segurança daquelas como as que tu disseste é tipo um “espaço” deixado no código com certos previlégios que pode ser injectado com outro código porque se o programa espera instrução e não a tem de onde deveria outra pode ser inserida.
    Se reparares não é directamente relacionado com as funcionalidades do programa.
    E se a ultima versão do X não renderiza-se janelas?

    P.S.: Mac OS é um derivado do BSD tem permissões unix.

  4. Viva

    O problema dos bugs não é o software livre ter ou não ter. Um software sem bugs ou é um software que nunca foi usado ou então não existe….

    A questão aqui é o preço exurbitante cobrado pela Micro$oft por um software cheio de bugs e mesmo assim as pessoas querem-no como “Pão para a boca”.

    A alterativa é de qualidade mas tb tem bugs e o seu preço é muito mais acessível.

    Abraços
    Paulo Aboim Pinto
    Odivelas – Portugal

  5. @Rui Augusto
    Mas talvez hajam uns poucos do conhecimento deles e que só são corrigidos quando começam a ser explorados a larga escala. É o problema do código fechado, sabes que os bugs existem mas não sabes quais são, o que afectam e se a empresa responsável os corrige. Isso é falta de segurança, pelo menos para mim.

    @Leonardo
    Sim, todos os programas são susceptíveis de ter bugs. Por isso mesmo escrevi sobre o bug do OpenOffice.

    @João Matos
    Não diria estúpida. Às vezes é um simples – mas trágico – descuido ou esquecimento.

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