Monopólio sobre os governos?
27 de Janeiro de 2008Plataforma única para os governos europeus, ainda por cima fechada e feita pela Microsoft, a mesma empresa acusada de práticas monopolistas pela União Europeia? Não, obrigado!
Mais informações no site EuroActiv.com. (via Bit.ate)


27 de Janeiro de 2008, pelas 23:01
@Bruno,
gostava de dar alguma relevância ao programa e-escola, e à excelente forma como o nosso governo tem agido nesta matéria. O futuro assentará, como já assenta o presente, na liderança e na excelência das competências na sociedade de informação - Portugal é hoje referência europeia com o programa e-escola, que contou com a participação de muitas entidades, TMN, Optimus, Vodafone, Microsoft, Cisco.
É importante a crítica, a indignação, o “basta..pum…basta”, mas é também bom saudar aqueles que fazem bem. Esta participação das empresas com modelo de negócios bastante comerciais apenas com papel colaborativo, pedagógico e de fomento à excelência é concerteza algo que devemos saudar. Não sejamos também “palermas”… estas empresas também ganham com isso, mas sejamos também justos. Parabéns Portugal, obrigado TMN, obrigado Cisco, obrigado Microsoft.
Deixo-te as palavras do Director Geral da Microsoft - que sejam entendidas de boa fé -
“… centra-se fundamentalmente na questão do desenvolvimento do potencial das pessoas, através da utilização das tecnologias, através da formação e, cada vez mais, ligando pessoas à Inovação. Este projecto (e-escola, no nosso ponto de vista e à semelhança do que a Microsoft tem feito noutros países é um dos projectos mais importantes e pode levar Portugal a um novo nível de capacidade competitiva, e a um novo nível do potencial das suas pessoas».”
fonte: http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MOPTC/Comunicacao/Notas_de_Imprensa/20070605_MOPTC_Com_ProgramasE.htm
27 de Janeiro de 2008, pelas 23:07
@Danny
Talvez seja do hábito - que teve razões para aparecer -, mas o que vem de Redmond causa-se sempre desconfiança.
Parece-me que em Portugal existem algumas empresas que tinham feito o que a Microsoft fez, se o governo assim quisesse. Não quis e isso talvez se deva ao PIB. :\
27 de Janeiro de 2008, pelas 23:34
Não é por nada, mas a notícia dá-me arrepios, literalmente! Colocar a UE nas mãos duma empresa americana, ao sabor da sua vontade, dá medo!!
28 de Janeiro de 2008, pelas 13:31
O que provavelmente muita gente já esqueceu foram os milhões gastos numa coisa que dava pelo nome de Class Server.
E de quem era?
Façam uma busca através do Google e vejam com os vossos próprios olhos o que isto prometia fazer e qual o resultado final.
Depois não venham com histórias do tipo - ah e tal as escolas/governo abandonaram o projecto, ou algo do género.
Não cola. Se abandonaram é porque algo estava mal. Muito mal. Mas isso já é normal, desde que o dinheiro esteja na conta acabam as boas intenções, se alguma vez existiram.
Já agora gostaria de deixar aqui uma pequena correcção:
- Portugal é uma referência mundial e não europeia.
Pelo menos é o que diz o site oficial.
Pena é que estas palavras não passam de pura publicidade para um evento da própria M$.
Após muitos milhões desperdiçados, onde se podem encontrar alguns resultados práticos?
talvez mais alguns milhares de portáteis a andar no “msn” ou no Hi5 durante todas as horas do dia e em qualquer local…
Mas fica aqui uma pequena questão:
- Porque é que Portugal é uma referência mundial?
Não acham algo de estranho que após quase 2 anos deste Projecto mais ninguém ter ainda aderido ao dito cujo!?
Países como a França, Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha só para citar os mais importantes, andam a dormir!?
Claro que sim. Apenas Portugal esse bastião da tecnologia mundial anos-luz avançado tecnologicamente face a todos os outros países do Mundo…
Sempre que acontece uma destas penso no velhinho que entrou na Auto-Estrada na faixa errada. Dizia ele para a mulher que os outros condutores estavam todos loucos…
@braço.
28 de Janeiro de 2008, pelas 13:37
Ah!, desculpem mas faltou apenas uma coisa:
- Obrigado M$, obrigado TMN, obrigado Vodafone, obrigado Cisco, obrigado xpto.
Aqui reconheço inteiramente a razão. Não existe a mínima dúvida que ficamos imensamente obrigados mas não agradecidos.
@braço.
28 de Janeiro de 2008, pelas 15:14
@Jocaferro
Os outros governos estão a planear ou a por em prática a adopção de sistemas livres. São uns selvagens, é o que é! xD
28 de Janeiro de 2008, pelas 15:14
O comentário que acabei de ler levou-me a pensar que de facto ainda estamos na cauda da Europa. Não é só nos indicadores, é também na forma como nos auto-retratamos. A auto-flagelação tem cura!
Vou dar mais um exemplo de como nos adiantámos ao resto dos grande da Europa - Via Verde. Tecnologia nórdica, que depois de devidamente burilada resultou num produto português, com credenciais por esse Mundo fora.
Agradeço a correcção e devolvo - algo que é referência mundial não é europeia.
Danny
28 de Janeiro de 2008, pelas 15:18
Selvagens, mas livres! E isso é bom. Uns escolhem A, outros B, outros C. Todos nós vamos pagar.
Danny
28 de Janeiro de 2008, pelas 15:23
Exacto.
Ainda andam na idade da pedra lascada.
Nós é que somos os espertos.
Tão espertos que mais de um milhar de portáteis de uma das marcas, obrigado TMN + Fujitsu + M$, tinham um defeito. Defeito esse que era apenas a falta de drivers que o Me2 tinha para esse modelo.
Tão espertos que ninguém testou antes de os vender e só após as queixas de alguns inocentes proprietários é que deram por esse mesmo defeito. Depois foi uma pressa…
A esperteza dá para vender tudo à pressão e depois remendar.
Enfim, espertezas…
@braço.
28 de Janeiro de 2008, pelas 16:40
Quando há falta de argumentos vale tudo…
Até a Via Verde.
Multibanco;
Descobrimentos;
Ou a Marisa…
Mas ainda bem que falou na Via Verde. Como toda a gente sabe este sistema foi inventado pela empresa norueguesa Q-Free. Posteriormente a Brisa desenvolveu este produto e tornou-o realmente numa referência mundial.
Só que, como o nome indica, esta empresa tem princípios e um dos mais elementares é o seguinte:
“Open solutions
Q-Free believes in open systems and free competition. We do not like technological lock-in strategies that slow down product development or reduce flexibility and customer choice.”
(Sem comentários)
Para que não existam dúvidas:
” A iniciativa e-escola foi seleccionada como um exemplo mundial de boas práticas no combate à Info-exclusão”
Isto foi o título de uma apresentação da M$…
“Best European Project Award”
Foi o prémio da Toshiba…
Qualquer uma destas distinções, uma europeia e a outra mundial, partiram de empresas que nada tinham a ver com o referido projecto logo, um extraordinário exemplo de isenção e independência…
Retomando o prisma da comparação também se pode dizer que este projecto é hoje uma referência em Bodegães de Cima.
Abrangente, não é?
Devo avisar que tenho muito orgulho em ser português, nos bons e maus momento,s mas isso não me impede que tenha uma visão distorcida da realidade. Consigo porém, afastar-me do típico:
-Na minha terra temos as ervas da estrada mais compridas do mundo;
Ou algo do género.
Vejo que não aceita perfeitamente o epíteto (auto-retrato) terceiro-mundista que está subjacente à finalidade deste projecto ou seja, “o combate à info-exclusão”.
Pois deixe-me dizer-lhe que eu tenho vergonha não da verdade mas sim o recorrer a um expediente destes que apenas disfarça a realidade.
Mais uma pequena diferença - livres?
Será que alguém teve a liberdade de escolher?
Alguns operadores optaram por uma única marca e um único SO sendo apenas a TMN a excepção mas mesmo esta optou por 3 modelos e um único SO.
Isto é liberdade?
O que é escolher A, B ou C na sua opinião?
Escolher modelos dos portáteis e apenas num operador!?
Olhe que lhe vou dizer uma coisa - quando apenas existe um único modelo e um único SO não se pode falar de escolhas. Mesmo na TMN eram 3 modelos, e deverão estar arrependidos com o episódio dos Fujitsu…, e apenas um único SO!
É essa a nossa principal diferença. Não partilhamos da mesma noção de liberdade, escolha e realidade.
Cumprimentos.
28 de Janeiro de 2008, pelas 16:54
Concordo com o Jocaferro, até porque temos um conceito de liberdade semelhante. O máximo que se escolheu no e-escolas foi a marca do portátil.
Quando se vai comprar um computador, alguém sabe, sequer, que tem escolha? Não, todos pensam que existe um sistema operativo. Isso é escolha?
Um utilizador é livre de usar um sistema ou aplicação quando esta o restringe de a alterar para a adaptar às suas necessidades? Ou de pagar a alguém que conheça para lhe alterar essa aplicação?
Não vou debater o reinado da Microsoft nas OEM e nem a forma como o alegadamente fez. Isso são outras histórias.
As soluções comerciais fecham os utilizadores e sujeitam-nos aos caprichos e vontades das empresas. Isso não é liberdade, nem tão pouco benéfico. E combate a info-exclusão? Não, promove é a info-dependência. :\
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:23
Bruno:
Nem sequer era uma marca mas sim um único modelo que (não) por coincidência era da Toshiba!
Excepto no caso da TMN onde são 3 modelos de marcas diferentes e onde, neste momento, no caso do Fujitsu se pode escolher o Caixa Mágica 12.
@braço.
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:25
Não sabia que a Fujitsu dava opção de escolha. Porreiro. :) Já subiram uns pontos na minha consideração.
By the way, dia 14 de Fevereiro sai a Caixa Mágica 12. Por isso parto do principio que te estás a referir à Caixa Mágica 11.
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:29
Não. É mesmo o 12.
Pelo menos é o que está aqui:
http://www.eescola.net/
Portátil Fujitsu Siemens Esprimo Mobile V5515
Monitor 15,4
Processador Intel Pentium Dual Core T2310 1,46 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
ou
Linux Caixa Mágica 12 ProOpenOffice 2.3.1
Em Português
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:33
Esta opção é muito recente e não existia anteriormente.
Provavelmente deveu-se ao problema com inexistência de drivers do “espécie de SO” que puseram pelo menos um milhar de utilizadores a arrancar cabelos.
BSOD, mas mesmo blue…
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:37
Hum… Estranho.
Ainda bem que escolheram um sistema operativo livre e feito aqui no “Tuguistão”. Ao menos, com este, não têm que ir à resolução de problemas para activar uma ligação de rede (esta parte-me todo) e ainda levam com um interface bastante amigável. xD
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:38
Já de agora: a navegabilidade e o design do eescola.net são uma grande bosta!
28 de Janeiro de 2008, pelas 17:47
É não é?
Até aí se nota a genialidade…
Também merecedora de um prémio à escala galáctica.
@braço.